Desinterrupção III (2009-2024)
Quebrados os que estão
soltos no vento mas amarrados
na esquina do manto em que
nada se espera e para nada se volta
A mais do mesmo, do senso
e do medo de não entender
que do meio são o que mais dói
e não acaba de descascar
a semente de costas em prantos
de só onde se pode esgotar
Em cada minuto
no som do que se vende
abala, amassa, rasga, entorna
lágrimas em camadas firmes e estilhaçadas
(Algo que) do sonho esvanecido
(outro que) amargo, azedo, ralo
(isso que) cola, derrete, interesconde
(nunca que) de memória morde e redestrói
Nenhum comentário:
Postar um comentário